
O filme “O sorriso de Mona Lisa” que vimos na disciplina de Didática retrata a década de 50 do século passado e a temática do professor que quer "abrir" a cabeça dos seus alunos. O filme quer mostrar a rigidez da época, a falta de futuro profissional de mulheres que poderiam ser brilhantes em qualquer área que quisessem seguir mas invariavelmente saíam dali apenas para o casamento. A professora se acha na função de mostrar-lhes outras possibilidades. Pena que seja tudo tão maniqueísta, quadrado. Não há nuances nas personalidades das personagens. É quase uma novela de tão superficial. Em resumo, a professora Katherine Watson consegue promover uma mudança na cabeça de suas alunas, mesmo naquela que parece preferir escolher o casamento e desperdiçar a chance na universidade. E sua mais resistente aluna, mais machista, surpreende. Porém, Katherine Watson mostra-se dura em seus julgamentos, principalmente sobre o amor, terminando com o noivo e descobrindo a mentira do bonitão professor de italiano. Mesmo assim, mostra que uma mulher não precisa do casamento para ser feliz. Os tempos mudaram um pouco, mas muito do que está ali ainda acontece hoje às mulheres. Talvez as que não gostaram do filme se contentem em ser submissas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário